Esporte, a minha jornada!

Meu contato com o esporte começou cedo, bem antes de eu entender o que era esporte. Meus pais me colocaram na natação — e ali, ainda pequenininha, eu já estava me movimentando na água por pura sobrevivência. 😅

Na adolescência, vieram as tentativas de academia. Eu ia, voltava… e nunca engrenava de verdade. Hiperativa demais para a monotonia, eu acabava desistindo. Só que a vida tem dessas: ela vai preparando a gente por caminhos inesperados.

Durante a faculdade — ainda em outra área, infeliz com meu trabalho e insatisfeita com meu corpo — eu procurei uma nutricionista. Foi ali que tudo começou a mudar. Me apaixonei pela nutrição e pela força que o alimento tem de transformar nossa saúde. Me apaixonei pelo processo de cuidar de mim. E nasceu o desejo — cheio de medo e frio na barriga — de recomeçar do zero.

O esporte continuava ali, me chamando. Fiz CrossFit por um tempo, melhorei meu condicionamento, mas ainda faltava aquele amor que movimenta a alma.

Até que uma amiga muito especial me chamou para correr com ela. E eu fui — mesmo quando 300 metros pareciam uma eternidade. Segui insistindo na corrida, treinei funcional, voltei à natação… e justo quando tudo estava engrenando: pandemia! Tudo fechado.

Mas dessa vez, eu já tinha entendido que o movimento fazia parte de quem eu era.

Com o incentivo dessa mesma amiga comprei minha primeira bike de MTB e ali aconteceu a virada de chave: me apaixonei de verdade. O vento no rosto, a sensação de liberdade nas trilhas, o barro, as horas pedalando… mesmo as quedas, que doeram bastante, não me tiraram do caminho. Pelo contrário: me mostraram o quanto eu queria continuar.

Eu pedalava, nadava… e decidi levar a corrida a sério também. Comecei a treinar com assessoria, a correr distâncias maiores e, principalmente, a cuidar da minha mente. Naquela época, a corrida foi meu refúgio.

Em menos de um ano conquistei duas meias maratonas — e com tudo isso veio a pergunta inevitável:

Se eu já nado, pedalo e corro… por que não tentar um triathlon?

Eu via pessoas da minha cidade se desafiando nesse esporte e sentia uma admiração imensa. Me perguntei: “Será que eu consigo? Será que isso é pra mim?”

A resposta foi um sim tão grande que mudou minha vida.


Hoje, o triathlon é meu estilo de vida. Acordo feliz para treinar, encontrei meu lugar no esporte e descobri uma versão de mim que eu não sabia que existia.

O triathlon foi o encontro perfeito entre tudo o que eu estava me tornando.

O divisor de águas da minha vida.

Através dele, me tornei mais disciplinada, persistente e corajosa.

Aprendi a tolerar o desconforto — no esporte e em todas as áreas da minha vida.

Ganhei força física, mental e emocional.

E a nutrição, que já era uma paixão, ganhou ainda mais sentido.

Hoje, eu entendo que a alimentação é minha maior aliada para performar, evoluir e inspirar outras pessoas nesse processo.

Quando eu olho para trás, quase não acredito que há 2 anos correr 5km eram um desafio enorme… e agora estou me preparando para o meu primeiro Ironman 70.3 em agosto de 2026, e então eu percebo o quanto o esporte transforma.

Transformou a minha história. Transformou quem eu sou. E pode transformar a sua também.

Minha história tem altos e baixos, tropeços e reencontros. E é justamente isso que a torna especial e real. Se eu puder incentivar alguém através dela, já vale a pena.

Assim como a Victory Ahead, minha história também nasceu do movimento, do recomeço e da busca por equilíbrio. Descobri que alta performance não é sobre vencer os outros, mas sobre evoluir um pouco a cada dia, respeitando meu próprio tempo e propósito. É essa conexão entre corpo, mente e propósito que me move — e que faz a Victory Ahead representar exatamente o que acredito: que a verdadeira vitória é seguir em frente, sempre.